Detalhes



“Ele demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia; Eu experimentei uma sensação que até então não conhecia. De se querer bem, de se querer quem se tem”

(Lulu Santos)

Estavam a sós…


Ele foi direto à cozinha assaltar a geladeira como de costume. Ela, ainda tímida, ficou na sala; sentou e ligou a televisão. Voltou já bem à vontade: camisa solta e um short confortável, sentou-se ao lado dela inclinando a cabeça pedindo cafuné. Foi o que ganhou.


Conversaram alguns minutos sobre a tarde que passaram juntos, relembraram detalhes e riram bastante. Aproveitou quando ele levantou a cabeça e deitou-se no tapete, disse ter ficado muito cansada após toda a caminhada, ele já sabia que era balela, sabia que era dengo, sabia o que ela queria e foi o que ele deu! Deitou ao seu lado e ofereceu o peito para ela encostar a cabeça – não ousou negar – e como sempre, entrelaçou seus dedos nos fios pretos de sua mulher. Ela adorava seus carinhos, fechou os olhos e curtiu.

Lembrou de algo e falou, voltaram a conversar ainda deitados: ele olhando para o teto e ela olhando para o movimento de sua boca. Ela adorava a boca dele, repetia sempre ser a boca mais bonita que já vira ‘sempre tão vermelha e molhada’, adorava também a forma como sua língua prendia sempre que pronunciava o S estando distraído; costumava imitá-lo quando isso acontecia, só para vê-lo envergonhado e claro, para ganhar o beijo que sempre seguia a provocação.

Calaram-se. Ela fechou os olhos mais uma vez, foi quando ele aproveitou para namorá-la em silêncio. Fitou-a da cabeça aos pés, ele a achava linda: seus cabelos sempre caíam sobre os olhos dando um ar de mistério, sua boca era provocante, sua pele era quente e o seu corpo era irresistível. Beijou-lhe a testa, ela abriu os olhos e retribuiu com um beijo na boca.

Teve a face acariciada, fez charme e o roçou em sua barba. Abraçaram-se. Beijaram-se. Entraram, então, em um ritual de perfeita sintonia. Os corpos se desejavam e simultaneamente se encontravam. Levantaram-se lentamente e, entre beijos e abraços, foram para o quarto. Aos poucos os corpos foram ficando à mostra e isso fazia com que o desejo e o imã entre eles aumentassem consideravelmente. Deitaram.

Começaram em ritmo lento, sem pressa, queriam se conhecer. À medida que o desejo crescia, o ritmo seguia outro embalo. Ora calmo, ora voraz – continuaram assim até o corpos se cansarem.
Deitados, paralisados e ofegantes, olharam-se. Ganhou um beijo na testa, retribuiu com um beijo no queixo. Renderam-se ao cansaço e ficaram deitados trocando carinhos. Minutos depois ele se levanta, pega o violão e entra no quarto. Senta nos pés da cama, olha pra ela e começa- um dedilhado simples, uma voz suave, canta a mais bela música. Ela não acredita, era sua música. Fecha os olhos e se emociona. Ele percebe, mas continua tocando. Ao acabar, eles se beijam!

Voltam a namorar…

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