no fim do arco-íris

“Ando por aí querendo te encontrar
em cada esquina, paro em cada olhar.
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar.
Que o nosso amor pra sempre viva!”
(Cássia Eller – Palavras ao veto)

Joana sabia que aquele era um amor impossível. Que a distância era longa, que a vontade de estar envolvida pelos braços dele era grande e que a chance de nunca se encontrarem era gigantesca. Isso a deixava triste. Mesmo assim, ela preferiu acreditar. Nada era impossível pra Joana. E todos os dias ela pensava nele. Vivia sua vida aqui, mantinha o coração acolá. Fazia o jantar, punha dois pratos à mesa (queria sua companhia). Mantinha contato. Falava sobre seu dia, ouvia a rotina dele. Chorava e pedia ombro – que não sentia. Sorria e pedia um beijo – que não se tocavam. Mas conversavam, e conversavam, e conversavam sem parar. Eles se entendiam. O telefone veio caro, foi cortado. O carteiro ganhava pouco, entrou em greve. O computador era velho, queimou. Ela chorou uma semana inteira sem notícias de seu amado. Mesmo assim, ela não desistiu. Ele ligou. Não suportou de saudade, pois a amava também.
A garota não sabia como, o motivo e em que momento o amor chegou em sua vida; nem queria saber. Desejava apenas, ser a vida daquele rapaz. “Um dia serei!”, acredita. Sente que o afeto é verdadeiro, recíproco e cresce em PG. Joana torce [todos os dias] para encontrá-lo ao chegar em casa, para saborearem a janta que sempre prepara pensando nele. Ela torce para que o encontro aconteça ‘hoje’, porém mantém firme a certeza de ser capaz de esperar, por ele, uma vida inteira. Afinal, nada é impossível pra Joana.

…Nem para o Amor, que os uniu.
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11 comentários sobre “no fim do arco-íris

  1. É, o amor dizem por aí que tá banalizado, né… mas o que dizem nem sempre é fato. Certas coisas não se banalizam porque estão além disso. Podem até utilizar o termo – amor – de maneira vulgar, assim como fazem qualquer outro termo, mas isto não implica dizer que o sentimento em si está decadente, mesmo hoje em dia. Eu fiquei aqui lendo e pensando na Joana, e pensando também que o conto deveria ser bem maior, porque dá vontade de acompanhar mais, sei que seria igualmente envolvente, pois você sempre consegue ser em cada palavra, mas se preferiu deixá-lo assim, resumido, sintetizado, tudo bem, não está mal, pelo contrário, está muito bem relatado, abarcando só o melhor – e o pior, inclusive, mas mesmo o pior não passa de um mero detalhe nessas horas – dessa particular forma de relação, que exige bastante de qualquer pessoa (mas para quem ama não há bastante, né… tudo está sempre na sua medida). Torço para que exista mesmo a Joana, e que suas mostras de abnegação e perseverança não sejam somente recursos literários bem trabalhados… Um beijo grande, acho que desta vez não sentirá medo do comentário né, rs… até a próxima.

  2. Se há de se esperar, creio que realmente é amor.
    Brinca com as palavras como ninguém!

    Ps.: Realmente resolveu escolher outro curso, foi? Que tal tentar jornalismo? rs

    Beijos, linda!

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